Criador do Maio Amarelo diz que evento é da sociedade

O diretor-presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária e criador do Movimento Internacional Maio Amarelo, que em apenas dois anos já chegou em 21 países, José Aurélio Ramalho, abriu o evento em Campina Grande nesta quinta-feira, 26.

A abertura da campanha Maio Amarelo 2018, que tem como tema este ano “Nós somos o trânsito”, está acontecendo no Teatro Facisa, que em sua 5ª edição visa mostrar à sociedade a necessidade urgente da redução do número de mortes e feridos graves no trânsito.

Em entrevista, Ramalho destacou que trazer o evento para Campina Grande este ano foi uma contrapartida para com o que a cidade fez na campanha do ano passado, na qual se consagrou em destaque através das ações realizadas pela Superintendência de Trânsito e Transporte (STTP).

– Campina Grande teve um destaque muito interessante perante as outras cidades do país e teve a sua condecoração no evento realizado em São Paulo. Lá tomamos a decisão de levar a abertura do evento Maio Amarelo para outros estados. É a primeira vez que a abertura do evento sai de São Paulo e eu perguntei pra Félix Neto [superintendente da STTP] o que ele achava de trazer o evento para Campina Grande e ele respondeu: “tudo bem, está tudo fechado”. Já nos deu a data e hoje estamos aqui muito felizes – pontuou.

Foto: Ascom

Foto: Ascom

Ele também explicou como o movimento surgiu e frisou que a ideia veio de outros movimentos já existentes, como o outubro rosa, novembro azul, entre outros.

– Conseguiram transformar uma causa onde toda a sociedade abraçasse [referindo-se ao outubro rosa]. Cheguei no escritório, convidei a minha equipe e sugeri que criássemos alguma coisa para o trânsito. Amarelo é uma cor do trânsito, uma cor de advertência. Pesquisamos na internet, até então ninguém usava o laço amarelo. Decidimos usar o amarelo. Depois escolhemos o mês, que foi em maio, onde foi decretado a década de redução de acidentes de trânsito em um evento em Moscou. Então ficou Maio Amarelo. Lançamos em 2014 – ponderou.

Ramalho também destacou que vivemos em um país onde devemos rever a nossa ética, conduta e índole e que o Maio Amarelo pertence à sociedade.

– Muitas vezes nós olhamos para Brasília, mas aquilo que está em Brasília é um pouco do nosso reflexo como cidadão. O cara que rouba lá, está do lado da tua casa. Somos um país complicado, vaidoso. Se há um movimento do Félix, por exemplo, não vamos apoiar porque ele é do partido X e eu sou do partido S. Então lançamos o Maio Amarelo sem contar a ninguém em 2014, apenas com um e-mail de acesso. No primeiro ano os e-mails bombavam. Era Ministério das Cidades, da Saúde, Rede Globo, todo mundo perguntando: “quem é o criador do Maio Amarelo? Se não falar não vou apoiar”. A gente só respondia o seguinte: “quem criou o outubro rosa? De que importa quem criou o Maio Amarelo? Não vai apoiar porque tem que ter uma cara? É um movimento é legítimo, da sociedade para a sociedade”. A sociedade abraçou o movimento e ele é da sociedade – pontou.

As declarações repercutiram na Rádio Correio FM, nesta quinta-feira, 26.

 

Redação/ Paraibaonline

Quer imprimir esta publicação ?

COMPARTILHAR