STTP e Seplan analisam crescimento no número de acidentes de trânsito na extensão da rua Francisco Lopes, no Cruzeiro

Relatório revela 32 ocorrências neste primeiro semestre, número que representa o dobro em comparação ao mesmo período do ano passado

Na manhã desta quarta-feira, 28, técnicos da STTP e da Secretaria de Planejamento da Prefeitura de Campina Grande (Seplan), estiveram reunidos para apresentação e discussão de estudos de casos envolvendo acidentes ocorridos em toda a extensão da rua Francisco Lopes de Almeida, no bairro do Cruzeiro. Conforme relatório da STTP, foram 32 acidentes no primeiro semestre deste ano, número que representa o dobro em comparação ao mesmo período do ano passado. Esses acidentes ocorrem desde a ponte do Cruzeiro até a rotatória do Detran.

Durante a última reunião dos membros que compõem a equipe do Núcleo de Estudos de Acidentes de Trânsito da STTP (NEAT), a rua Francisco Lopes de Almeida, na continuação da avenida Almirante Barroso, foi definida como objeto de estudo pela ocorrência de inúmeros acidentes na via. Com isso, a Divisão de Estatísticas da STTP analisou os sinistros (acidentes) naquele corredor no período dos últimos três anos: 2019, 2020 e 2021.

Nesta primeira etapa, os pontos de referência específicos dos dados apresentados foram: cruzamento da Francisco Lopes de Almeida com Professor Luiz Gilard, proximidades da Casa Lotérica, Ponte do Cruzeiro e o entorno do Material de Construções Safra.

Segundo o relatório observa-se que no primeiro semestre deste ano, no corredor da Francisco Lopes de Almeida, ocorreram 32 acidentes, com destaque para três meses que ficaram acima da média mês (5). Foram os meses de fevereiro (com 8 acidentes), maio (11 sinistros) e junho (6 acidentes).

Ainda, segundo o relatório, no primeiro semestre de 2021 ocorreram, naquele trecho, o dobro de acidentes comparado com o mesmo período ao ano anterior (2020), representando um aumento de 100%. Na avaliação dos técnicos, uma explicação para esse aumento, nestes seis primeiros meses de 2021 seria de que, em 2020, ocorreu o isolamento social por causa da pandemia da covid-19, ocorrendo uma redução dos acidentes nos meses de março, abril e maio.

Porém, em comparação ao mesmo período do ano de 2021, com relação ao ano de 2019, verifica-se que houve um aumento de 30% em relação aos seis primeiros meses de 2019. Isso mostra que há indícios, reais, de que a avenida Francisco Lopes de Almeida vem em uma escala crescente no número de acidentes, mesmo com o total de acidentes no ano terem sido iguais tanto de 2019 quanto de 2020.

Na participação dos técnicos da Seplan, Aída Pontes e Murilo Cabral, foi apresentada uma proposta para ações imediatas, como o levantamento geográfico e topográfico daquela área, objetivando diagnosticar: contagem volumétrica, nos quatro pontos específicos; comportamento e o cadastro de quiosques existentes no canteiro da via, com apoio da Sesuma. Também é proposta uma análise do uso e ocupação do solo, entre outras ações que serão apresentadas novamente aos membros do grupo de estudos no prazo de quinze dias.

A reunião foi presidida pelo superintendente da STTP, Carlos Dunga, sob a coordenação de Gustavo Alvarez (gerente de Trânsito) e com a presença dos demais membros fixos da STTP: Araci Brasil (gerente de Transportes), Henrique Costa (Divisão de Sinalização e Engenharia), Astrogildo Pereira (assessoria de comunicação), Daniel Araújo (coordenador de Trânsito), Erivaldo Araújo (chefe de Estatística), Nilo Neto (TI), Wanessa Albuquerque (Estatística), agente Vanilson Ouriques (DET). Representando a Seplan estavam os técnicos Aída Pontes e Murilo Cabral.

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